Dragão-azul é um dos nomes dados às lesmas do mar da espécie ‘Glaucus atlanticus’. Pertencente ao grupo dos moluscos nudibrânquios, também é popularmente conhecido como frota-azul ou andorinha-do-mar. Estes seres podem ser encontrados em diversas regiões do mundo, mas com mais facilidade em águas europeias, na África do Sul, costa leste da Austrália e Havaí. Esta é a única espécie conhecida do gênero Glaucus.

‘Glaucus atlanticus’
Reprodução/velvet

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Com um corpo afilado e achatado, a lesma tem é marcada pela cor azul e possui seis apêndices que se ramificam como raios com tiras prateadas. São seres pequenos, que não passam de 5 centímetros. Muitos deles, geralmente, ficam na média dos 35mm.

‘Glaucus atlanticus’

O perigo dos dragões-azuis vem da sua capacidade de injetar nematocitos (células urticantes) através da pele humana, por isso são muito perigosos. Apesar da habilidade, principalmente por conta de seu tamanho, o processo é lento. Eles têm vários tipos de presas, mas seus principais alimentos são hidrozoários e a perigosa Caravela-portuguesa (Physalia siphonophore). Ao consumir a caravela essas lesmas armazenam toxinas e os nematocistos para seu próprio uso. O veneno recolhido fica em sacos especializados localizados nas pontas dos seus apêndices.

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'Glaucus atlanticus'
Eugene Dagher

Como a maioria das lesmas-do-mar, é uma espécie hermafrodita, apresentando tanto órgãos sexuais masculinos como femininos. Ao contrário dos demais nudibrânquios, o acasalamento não ocorre pela parte direita, mas pela ventral destas lesmas.

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