Pesquisadores da Universidade de Vermont realizaram um estudo que mostra que americanos e europeus com olhos claros são mais propensos ao alcoolismo.  O estudo é o primeiro a estabelecer relação direta entre a cor dos olhos e a doença.

Cor dos olhos pode ter relação com outras psicopatologias
(Foto/Reprodução: © Focus Pocus LTD/Fotolia)

Os resultados da pesquisa, liderada por Arvis Sulovari, estudante de doutorado em ciências celulares, moleculares e biológicas, e pelo professor assistente de microbiologia e genética molecular, Dawei Li, foram publicados na edição de julho do American Journal of Medical Genetics, e sugere poder encontrar as raízes não só do alcoolismo, mas de muitas outras psicopatologias.

Os autores descobriram que os americanos, e principalmente os europeus com olhos claros – incluindo verdes, azuis, e cinzas – sendo o último com a pigmentação marrom ao centro como uma característica – tiveram uma maior incidência de dependência do álcool do que aqueles com olhos castanhos escuros. O número de casos é ainda maior em pessoas com olhos da coloração azul.

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Li, um dos autores do estudo, chegou à Universidade de Vermont em 2012 e estudou genética psiquiátrica por uma década. Durante esse tempo, ele tem trabalhado com médicos e cientistas que colaboraram para construir um banco de dados clínicos e genéticos de mais de 10.000 indivíduos que apresentam pelo menos uma doença psiquiátrica. Muitos têm vários diagnósticos de doenças como depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar, bem como vício e dependência de álcool ou drogas.

“Nós ainda não sabemos os motivos concretos, será necessária mais investigação”, afirma Li. “Estas são doenças complexas. Existem muitos genes, e muitas causas ambientais” conclui.

Li quer aprofundar a relação entre a formação cultural e composição genética, continuando sua busca para encontrar os mecanismos da doença mental. Seu maior desafio é que todos os genes identificados nos últimos 20 anos só podem explicar uma pequena porcentagem do que sugere a parte genética.  “Um grande número ainda está faltando, ainda é desconhecido”, diz ele.

Segundo uma reportagem do portal norte-americano Science Daily, o professor acaba de apresentar um pedido de subvenção para identificar estes genes faltantes e está trabalhando em uma outra proposta de financiamento para continuar essa busca usando o grande banco de dados de amostras de doentes.

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