A descoberta de Lucy, o mais famoso fóssil do mundo, está completando 41 anos nesta terça feira (24). O esqueleto, descoberto por um grupo de paleontólogos em Hadar, no nordeste Etiópia, possui cerca de 3,2 milhões de anos e pertencia a espécie Australopithecus afarensis.  De acordo com informações do EL PAÍS,  o exemplar era uma fêmea de 1,1 metros de altura e esta foi a primeira descoberta de um humanoide em boas condições que ajuda a explicar a relação entre os primatas e os humanos atuais.

Esqueleto e o modelo de restauração de Lucy exibidos no Museu Nacional de Ciência do Japão (Foto: reprodução/Momotarou2012 /Wikimedia Commons)

Alguns dos motivos que tornaram notória a descoberta de Lucy é que, além do trabalho de resgate ter recuperado 40% do esqueleto, foi comprovado que a exemplar de Australopithecus afarensis andava usando os dois membros inferiores. Pesquisadores classificam a espécie como o ancestral mais próximo do Homo sapiens, já que outras características, como os pés arqueados, também as aproximam dos humanos de hoje em dia.

Réplica de Lucy exibida em Nova York (Foto: Reprodução/American Museum of National History)

O fóssil recebeu o nome de Lucy porque, no dia de sua descoberta, tocava Lucy in the sky na rádio, um sucesso dos Beatles. Foi então que ao paleontólogo Donald Johanson, descobrir do esqueleto, resolveu nomear o grupo de ossos com esse nome. Anos após a descoberta de Lucy, foram encontrados mais de 250 fósseis de pelo menos 17 exemplares de Australopithecus afarensis na mesma região.

Atualmente, Lucy está em exposição no Museu Nacional da Etiópia, na capital etíope Addis Abeba. Réplicas do esqueleto podem ser encontradas também no Museu de História Natural de Cleveland e no Field Museum, de Chicago, ambos nos Estados Unidos.

DOODLE 
Com o aniversário da descoberta, o Google homenageou Lucy no seu Doodle desta terça feira (24).  No meio, há uma animação mostrando a evolução de um macaco para o homem como grande destaque. Lucy é, claramente, a personagem do meio, mostrando a relação bastante próxima com os hominídeos do gênero “Homo” na escala de evolução.

Homenagem do Google à descoberta de Lucy (Foto: Divulgação)

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