Descoberta espécie de perereca que tem ciclo reprodutivo associado a bromélia 

Descoberta espécie de perereca que tem ciclo reprodutivo associado a bromélia 

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Uma nova espécie de perereca foi descoberta em Santa Teresa, na região Serrana do Espírito Santo, e está chamando a atenção da comunidade científica por uma característica nunca observada antes. O novo animal, de pouco mais de 1,5 cm, é o único de seu gênero a se reproduzir em bromélias. As informações são da TV Gazeta e do G1 ES.

Perereca-de-bromelia-teresensis
(Foto: reprodução/Rodrigo Ferreira/Bromeligenous)

Apelidada de “Perereca-de-bromélia-teresensis”, uma homenagem aos habitantes da região que preservam um dos maiores blocos de remanescentes florestais da Mata Atlântica, a nova espécie pertence ao gênero de anfíbios anuros Dendropsophus. Segundo Rodrigo Barbosa Ferreira, que coordenou o grupo que descobriu o animal, a característica reprodutiva associada as bromélias podem ser considerada um símbolo para conservação.

“É uma perereca que só vive em bromélia e tem o seu ciclo reprodutivo associado a essa planta. É uma espécie muito carismática e tem um padrão de coloração bem distinto. Ela pode ser considerada um símbolo para conservação, tanto de bromélias como dos ambientes onde vivem”, disse o pesquisador.

A espécie foi encontrada na estação chuvosa de 2012, durante trabalhos de campo do doutorado em Ecologia do pesquisador Rodrigo Barbosa Ferreira, pela Utah State University, nos Estados Unidos.

“Elas vivem na zona de amortecimento da Reserva Biológica Augusto Ruschi. Sabemos que há coleta ilegal de bromélias em propriedades particulares, e isso poderia representar uma ameaça à persistência da espécie a longo prazo, caso as bromélias alvo dessas atividades ilegais sejam as mesmas utilizadas pela espécie de perereca”, disse.

De acordo com o pesquisador, entre as 97 espécies do gênero Dendropsophus, apenas essa espécie utiliza a água acumulada em bromélias para reprodução. Os pesquisadores ainda não sabem o motivo deste comportamento.

“Fêmeas dessa espécie nova colocam os ovos nessas águas, onde os girinos eclodem e permanecem até a metamorfose à fase adulta”.

Um artigo científico sobre a nova espécie será publicado em uma revista norte-americana na quarta feira (09).

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